Momento de stresse
Uma das situações que mais me desgasta na rotina de operadora de caixa é a falta de civismo de alguns clientes no momento em que abro o meu posto de trabalho.
Quando chego à caixa, preciso de pelo menos dois minutos para organizar o espaço — abrir os rolos de moedas, repor sacos e preparar o sistema. É precisamente nesse instante que surge sempre alguém a pressionar com a pergunta: “Vai abrir?”. O mais frustrante é que, na maioria das vezes, estas pessoas acabam de chegar à zona dos caixas e tentam ignorar quem já está há minutos à espera nas outras filas.
A minha resposta é sempre direta e firme: “Sim, vou abrir, mas o atendimento será feito por ordem de chegada de quem já estava na fila.”
Infelizmente, vivemos numa cultura do "salve-se quem puder", onde o chico-espertismo e a falta de respeito pelo próximo imperam. Esta pressão constante acaba por provocar mal-entendidos desgastantes. Recentemente, assumi que uma cliente estava a tentar furar a fila e respondi-lhe com firmeza que chamaria as pessoas por ordem; mais tarde, vim a saber que era uma figura importante da empresa.
No final do dia, a pressa e o egoísmo dos clientes transformam um simples início de turno num momento de enorme stress desnecessário.

Comentários
Enviar um comentário